No decorrer da evolução humana, a ganância do homem na busca pelo poder só fora se expandindo. Analisando desde o início, o homem plantava e produzia para a subsistência; começou então, a fazer as trocas de suas mercadorias por outras de seu interesse, assim aumentando a produção – que já não era mais apenas para o auto-sustento – para o acumulo de riquezas. Depois, esse ímpeto humano, fora evoluído pela burguesia – que foi capaz de “anarquizar” a monarquia francesa – que impulsionou o comércio, assim vindo o mercantilismo, veio logo após, a revolução industrial, caindo então na economia de mercado do séc.XXI.
Nesse andamento da expansão da arte de comercializar e vender produtos, foram aumentando as vendas, a exigência dos clientes e a concorrência, pois se a máquina do comércio estava em bom desempenho, maior era o desejo das pessoas de participarem da manutenção, desencadeando a entrada de vários outros produtos no mercado.
Chegou a um ponto em que, não bastava apenas a qualidade do produto, mas deveria ter relevância uma série de fatores, e um desses fatores, denominado como um dos principais, senão o principal, fora a propaganda, sendo até hoje um tipo de óleo para o bom funcionamento da máquina do comércio.
Dentro da cadeia evolutiva do comércio e da forma de enriquecimento humana, houve o desenvolvimento da propaganda, pois não apenas os clientes dos produtos ficaram mais exigentes, mas também os consumidores de propaganda, fazendo com o que a evolução comércio e propaganda fossem simultâneas.
No início, a propagação de informações de manufaturas a venda, eram feitas de boca a boca, por pessoas que já haviam provado ou que já haviam ouvido algo sobre tais. Depois começaram as propagandas diretas – “Beba Coca-Cola” –, entre o séc.XIX e XX, os cartazes publicitários surgiam bombardeando as pessoas de anúncios, cartazes que utilizavam designers sob a influência do art nouveau e mensagens persuasivas impactantes, para atraírem os olhares e atenção das pessoas. No processo construtivo da propaganda e na expansão de mercados, muitos publicitários junto aos seus clientes, viram-se obrigados a debandarem para um novo patamar de persuasão, já que não era suficiente as mensagens diretas nos anúncios, induzindo o consumidor a comprar tal marca, pela qualidade. O mercado começava a demandar mais dos profissionais de publicidade.
Surgindo assim, outro conceito de vendas na publicidade, o conceito de sujeito e produto, harmonizando ambos, interligando-os a tal ponto de desenvolver a dependência um do outro. Tornando uma simples marca, em um estilo de vida, transformando marcas em impérios, com seguidores e súditos.
Na atual situação, as pessoas dependem das marcas, para se reafirmarem, e terem uma boa imagem, tendo um status ligado ao da marca. E as marcas dependem dessas pessoas, porque são elas que movem o império e elas que bancam as publicidades que as convencem a crer e sonhar com aquele estilo de vida, que o produto propõe ao comprador, formando assim um ciclo vicioso de dependência. Engraçado, não é? As pessoas pagam para serem persuadidas.
O novo conceito faz sujeitos terem carinho pela marca, mesmo não sendo cliente da marca, mas sim, tornando-os clientes da propaganda, que mais tarde poderá convencê-lo ou induzi-lo a propagar a idéia para outras pessoas que são consumidoras de tal segmento.
A publicidade acompanha a evolução humana, observando as tendências e os desejos das pessoas, trabalhando com a maior riqueza do mundo – o ser humano –, que impulsiona essa indústria e essa arte, sempre exigindo mais, e demandando atualizações e interações da parte dos profissionais de propaganda. É a riqueza gerando riqueza!
Lucas Vidigal
Lucas Vidigal

Lucas,
ResponderExcluirsensacional o seu artigo sobre a evolução da publicidade!
Parabéns!
para sua reflexão anarquista do dia:
ResponderExcluirhttp://www.nu-sol.org/
continue caminhando. "não cabe temer ou esperar, mas buscar novas armas"
abs companheiro!
Muito bom.Um breve resgate hidtórico das estratégias de convencimento de consumo.
ResponderExcluirPergunto:Você afirmou que a exigência não é apenas a qualidade dos produtos,mas a boa propaganda também.A boa propaganda pode viabilisar um produto sem qualidade?
Nessa dessa cadeia evolutiva, do coportamento humano quanto ao consumo de produtos,porque as propagandas tem relacionados seus produtos a responssabilidades sociais como :preservação da natureza,educação e combate a probreza.?
Fico grato pelo elogio, professor Roberto.
ResponderExcluirRespondendo as suas perguntas:
A boa propaganda sim, pode viabilizar um produto sem qualidade. Por exemplo. o que vivemos no meio musical hoje a nível mundial. Não genralizando, pois existe grandes músicos, mas se você observar, o quê está fazendo sucesso nas rádios e nas paradas, são produtos da indústria cultural destinado a cultura de massa, que em minha opinião são produto fúteis de má qualidade(a nível musical e de conteúdo). Porém com grande qualidade marketeira, que é a responsável por eles estarem ganhando rios de dinheiros e fazendo sucesso, afinal se não fosse a propaganda, eles não chegariam a essa dimensão de ídolos. Outro exemplo é a política, quantos políticos são reeleitos, depois de terem feito ações ilegais, ganha, porque a figura(propaganda) do candidato é forte.
As empresas hoje relacionam-se com projetos sociais, para consolidar sua marca no mercado. Não basta nos dias atuais, vender somente o produto, mas sim vender a ideologia da marca, como eu disse no meu artigo, o conceito da publicidade é fazer o cliente ter carinho pela marca. E a associação da marca a projetos sociais, querendo ou não é uma venda.