sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dilma e a cerveja Devassa


            No mês de fevereiro desse ano, na época carnavalesca, foi posto em circulação nacional o comercial de lançamento da nova cerveja do grupo Schincariol, a Devassa, que até então era uma cerveja regional do estado do Rio de Janeiro.
            No dia 1° de maio, o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar), proibiu a circulação do comercial, pois julgavam ser um comercial muito apelativo a sensualidade. E as denúncias surgiram de vários âmbitos: de consumidores, do próprio Conar, da Delegacia Especial de Defesa da Mulher e de um concorrente da cerveja Devassa.
            Após essa proibição, os comentários tomaram tal dimensão, que não se falava mais em outro assunto no meio publicitário, nas salas de aulas de universidades e nas mídias em geral. A polêmica gerou pano pra manga, foi tema de vários debates e discussões de profissionais e leigos; ao invés da decisão tomada pelo Conar prejudicar a cerveja Devassa, o efeito surtiu ao contrário, a marca jamais possuiu tanto ibope e tanta força como nesse período, os marketeiros da Schincariol devem ter sorrido até o canto da orelha, pois a marca estava se consolidando no mercado, sem muito esforço e suor da parte deles, afinal era um assunto público e o povo estava dando continuidade a campanha bem sucedida.
            O mesmo fenômeno de comunicação, vem acontecendo com a candidata do PT a presidência, Dilma Rousseff; nunca se falou tanto em seu nome, e o cômico da situação, é que mais se comenta dela no meio dos opositores do que no meio dos próprios eleitores. Apesar de investir pesado em uma bela campanha para a candidata Dilma chegar a presidência, o PT nunca teve tanta propaganda gratuita feita pelos opositores, e é fato que essa propagação opositora só tem consolidado a vitória no primeiro turno, da candidata petista.
            Sabe aquela expressão: “Falem mal, mas falem de mim”? É isso que está em evidência, com as acusações e críticas referentes à Dilma, que estão sendo circuladas por e-mails e sites constantemente. Sendo assim, os outros candidatos à presidência esquecidos, pois ao invés dos opositores divulgarem seus candidatos, e pesquisarem suas propostas e planos de governo, ficam procurando denúncias e acusando o adversário, mal sabem eles que estão só ajudando a divulgar e a fortalecer a imagem da tão caluniada candidata. E o contraditório, é que antes criticavam a associação da imagem do presidente Lula com Dilma, pois isso a beneficiava, porém agora os que criticavam estão fazendo o mesmo, usando a imagem do presidente associada com a candidata, para fazerem acusações.
            Fazendo então, uma analogia de Dilma com a cerveja Devassa, que são duas imagens bem sucedidas da “propaganda negativa”, tendo as duas a felicitação do negativo se transformar em positivo, fazendo uso da própria oposição para se beneficiarem. Sendo elas divulgadas até por mim – um ser que não consome cerveja Devassa e nem é eleitor de Dilma – nesse artigo em meu blog.
           

Lucas Vidigal

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Conceito!



Dando continuidade ao que falei no meu último artigo, a Heineken é uma das marcas que usa o conceito contemporâneo da propaganda, não só vendendo o produto, mas a ideologia da marca, fazendo com que as pessoas sintam carinho por ela. E esse comercial, não precisou apelar usando mulheres seminuas para vender cerveja, como vemos nos canais abertos da televisão brasileira.
Será que os comerciais de cerveja no Brasil, são apelativos, porque o público demanda esse tipo de conceito? Será isso está embutido em nossa cultura ou mentalidade? Está ai, um bom assunto para escrever em um próximo artigo e colocar em discussão.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Evolução


No decorrer da evolução humana, a ganância do homem na busca pelo poder só fora se expandindo. Analisando desde o início, o homem plantava e produzia para a subsistência; começou então, a fazer as trocas de suas mercadorias por outras de seu interesse, assim aumentando a produção – que já não era mais apenas para o auto-sustento – para o acumulo de riquezas. Depois, esse ímpeto humano, fora evoluído pela burguesia – que foi capaz de “anarquizar” a monarquia francesa – que impulsionou o comércio, assim vindo o mercantilismo, veio logo após, a revolução industrial, caindo então na economia de mercado do séc.XXI.

Nesse andamento da expansão da arte de comercializar e vender produtos, foram aumentando as vendas, a exigência dos clientes e a concorrência, pois se a máquina do comércio estava em bom desempenho, maior era o desejo das pessoas de participarem da manutenção, desencadeando a entrada de vários outros produtos no mercado.

Chegou a um ponto em que, não bastava apenas a qualidade do produto, mas deveria ter relevância uma série de fatores, e um desses fatores, denominado como um dos principais, senão o principal, fora a propaganda, sendo até hoje um tipo de óleo para o bom funcionamento da máquina do comércio.

Dentro da cadeia evolutiva do comércio e da forma de enriquecimento humana, houve o desenvolvimento da propaganda, pois não apenas os clientes dos produtos ficaram mais exigentes, mas também os consumidores de propaganda, fazendo com o que a evolução comércio e propaganda fossem simultâneas.

No início, a propagação de informações de manufaturas a venda, eram feitas de boca a boca, por pessoas que já haviam provado ou que já haviam ouvido algo sobre tais. Depois começaram as propagandas diretas – “Beba Coca-Cola” –, entre o séc.XIX e XX, os cartazes publicitários surgiam bombardeando as pessoas de anúncios, cartazes que utilizavam designers sob a influência do art nouveau e mensagens persuasivas impactantes, para atraírem os olhares e atenção das pessoas. No processo construtivo da propaganda e na expansão de mercados, muitos publicitários junto aos seus clientes, viram-se obrigados a debandarem para um novo patamar de persuasão, já que não era suficiente as mensagens diretas nos anúncios, induzindo o consumidor a comprar tal marca, pela qualidade. O mercado começava a demandar mais dos profissionais de publicidade.

Surgindo assim, outro conceito de vendas na publicidade, o conceito de sujeito e produto, harmonizando ambos, interligando-os a tal ponto de desenvolver a dependência um do outro. Tornando uma simples marca, em um estilo de vida, transformando marcas em impérios, com seguidores e súditos.

Na atual situação, as pessoas dependem das marcas, para se reafirmarem, e terem uma boa imagem, tendo um status ligado ao da marca. E as marcas dependem dessas pessoas, porque são elas que movem o império e elas que bancam as publicidades que as convencem a crer e sonhar com aquele estilo de vida, que o produto propõe ao comprador, formando assim um ciclo vicioso de dependência. Engraçado, não é? As pessoas pagam para serem persuadidas.

O novo conceito faz sujeitos terem carinho pela marca, mesmo não sendo cliente da marca, mas sim, tornando-os clientes da propaganda, que mais tarde poderá convencê-lo ou induzi-lo a propagar a idéia para outras pessoas que são consumidoras de tal segmento.

A publicidade acompanha a evolução humana, observando as tendências e os desejos das pessoas, trabalhando com a maior riqueza do mundo – o ser humano –, que impulsiona essa indústria e essa arte, sempre exigindo mais, e demandando atualizações e interações da parte dos profissionais de propaganda. É a riqueza gerando riqueza!


Lucas Vidigal




terça-feira, 17 de agosto de 2010

Comunicação

De ditados populares a teorias renomadas, a comunicação é algo amplamente versátil e vital para o cotidiano, já dizia Chacrinha: "Quem não se comunica, se trumbica.".

Abrangendo todas as áreas da vida que a demandam, a comunicação, desde a época dos homens da caverna até a geração virtual, é a principal responsável pelo progresso humano, devido ao poder de socialização e de concórdia que ela promove.

Vivemos em um mundo onde a retenção de notícia ou de pensamentos é algo extinto – com exceção dos países que sofrem com a ditadura –, hoje se alguma pessoa se irrita com um narrador esportivo, por exemplo, e posta no Twitter para o sujeito calar a boca, a postagem simplesmente, pode tomar uma dimensão e tornar-se destaque nas mídias mundiais, inclusive caindo no ouvido do criticado, que devido a repercussão, terá de suportar e levar na esportiva para não afetar a sua imagem.

Essa forma de comunicação atual – instantânea, porém efetiva –, quebra qualquer hierarquia entre os plebeus e a realeza, permitindo falar de igual para igual e sem punição para súditos “rebeldes”, possibilitando aos menos expressivos que se fecham em seus guetos, abrir o mundo oculto em que vivem, para milhões de pessoas entenderem seu ponto de vista, que diversas vezes não entendem por causa do pré-conceito.

A comunicação bem trabalhada, tem a grande força de gerar e transformar opiniões, Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha nazista, teve a experiência de fazer um povo de alto intelecto e visão crítica, acreditar nas teorias nazistas, muitas vezes usando da propaganda enganosa, mas que persuadiu a tal ponto, de ganhar o apoio da nação alemã para seguir em frente, engendrando uma Segunda Guerra Mundial. Marx foi outro exemplo, que através de seus escritos, que causaram várias revoluções, explicitou seus pontos de vista daquela sociedade pós-revolução industrial, assim dividindo o mundo em dois sistemas, que ele próprio nomeou. Um grande exemplo aconteceu no cristianismo, que há mais de dois mil anos segue o mandamento de Cristo, que é pregar o evangelho a toda criatura, e tão grande é a propagação, que dois milênios se passaram e os cristãos continuam a pregar a palavra de Deus.

Considerando-se então, tais exemplos, como estratégias de comunicação bem sucedidas, independente dos fins distintos que elas proporcionaram.

Podendo ser considerada como uma poderosa ferramenta, que eleva o homem a glória, como o derruba tão rápido como o elevou, a comunicação possuí suas duas faces, o lado maléfico e o benéfico, a distinção de ambos os lados, depende somente do ponto de vista do emissor e do receptor. Então caros leitores, esbanje da comunicação, quebre as barreiras e comunique-se com o mundo, mas faça de bom uso dessa grande ferramenta, pois ela pode ser auto-destrutiva.



                                                                                                                Lucas Vidigal